Home Arquitetos Projetos Publicações Contato
Brastemp voltar
Rio Claro, SP / BR - 1988 O projeto nasceu em função do extenso programa para instalação de uma fábrica de lavadoras em área ampla e plana, situada no distrito industrial de Rio Claro (SP). Para atender à demanda regional, foram previstas outras unidade do grupo no mesmo local, todas projetadas pelo arquiteto. De acordo com a filosofia operacional da empresa, baseada na separação de funções, optou-se pelo desmembramento dos blocos em setores independentes, afastando a área administrativa da produtiva. A implantação se fundamenta na premissa de dotar o projeto de boa ventilação e visuais para o próprio terreno. Em cada caso, procurou-se a solução construtiva mais adequada em termos de custo e características de cada prédio. Atento às qualidades próprias dos materiais, o arquiteto conjugou linguagens arquitetônicas diferentes, mas ao mesmo tempo, complementares, sem perder a unidade plástica do conjunto. O que se pretendeu foi, explorar a personalidade arquitetônica dos pré-fabricados para fugir à frieza dos galpões tradicionalmente ligados à arquitetura industrial, e associar a construção à imagem da empresa. Adotou-se o pré-moldado na configuração dos grandes espaços que abrigam a produção e a armazenagem, enquanto na administração, restaurante e pórtico de entrada, partiu-se para um sistema misto, conjugando estrutura metálica, concreto, pré-moldado e concreto moldado in loco. A idéia inicial previa cobertura em estrutura espacial. Mas devido ao alto custo decidiu-se por projetar uma estrutura plana que, por ser comum, reduziu o orçamento sem comprometer o aspecto dinâmico desejado. Definiu-se um sistema composto por vigas-treliças tipo caixão em aço e longarinas perpendiculares que funcionam como elementos de fixação do forro e das luminárias. Por se tratar de uma região de clima quente, a cobertura foi concebida como elemento de proteção térmica e sombreamento do forro. Dessa forma, há um espaço vazio entre o forro e o telhado que assegura ventilação permanente, reduzindo a carga térmica dos espaços interiores. Enquanto todo espaço específico da parte produtiva foi intencionalmente deixado livre, as circulações e sanitários receberam tratamento plástico diferenciado. Neste caso, foram utilizados elementos pequenos, moldado in loco, explorando a sua volumetria e o uso de cores vibrantes como o vermelho e o azul, em contraste com o cinza do concreto e do aço.