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Conjunto Hoteleiro, Corporativo e Centro de Convenções voltar
Rio de Janeiro, RJ / BR - 2011 A construção de um ambiente urbano sustentável é a premissa dessa proposta, com base às expectativas das entidades internacionais (COI, FIFA) e brasileiras (COB e CBF) e as suas diretrizes para as instalações olímpicas. Essa visa garantir um legado positivo para o Rio de Janeiro através da regeneração ambiental urbana da área portuária e a intensa utilização pós-evento de uma Vila da Mídia e de Árbitros que se transformará num agradável bairro de alta densidade, integrado ao seu entorno imediato e próximo de um centro de negócios e de hospedagem de nível internacional. Através dessa intervenção será possível integrar os bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo ao Maracanã e aos adjacentes Campo de São Cristovão e Quinta da Boa Vista, com a estruturação de um eixo verde de atividades culturais, de esporte, de lazer e de atividades comerciais de caráter popular (Feira Nordestina) que marcará uma nova história para a "cidade maravilhosa". Adotamos para isso o conceito de cidade compacta, ao concentrarmos as massas construídas junto às áreas urbanizadas adjacentes, garantindo espaços públicos de qualidade (praças e áreas verdes) junto aos principais entroncamentos viários, que permitam a existência dessas interligações através de calçadas verdes e ciclovias, formando uma nova rede de mobilidade humana. Na implantação dos edifícios nos dois terrenos, com programas distintos porém complementares, procuramos oferecer as melhores vistas do Porto Maravilha para todas as unidades habitacionais e a maioria dos apartamentos de moradia temporária (hotéis e apart-hotéis), através de uma orientação dos edifícios segundo uma inclinação sudoeste-nordeste, que minimiza o impacto solar e ao mesmo tempo garante boa ventilação e iluminação natural nos ambientes, através de estudo cuidadoso de conforto ambiental. Segue a proposta, dividida os dois terrenos (Leste e Oeste), tendo a Av. Francisco Bicalho e o canal do Córrego como eixos estruturadores, a receberem um tratamento paisagístico que possa recuperar a antiga vocação de eixo verde expresso no Plano Agache, através das palmeiras imperiais que marcaram sua época (1928-30) e que agora podem ser retomadas como um elemento paisagístico referencial e qualificador da paisagem urbana dessa importante região da megacidade do Rio de Janeiro, acompanhando a escala vertical do novo bairro olímpico.